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A importância do compromisso das empresas com suas emissões

Nos dias de hoje, é cada vez mais crucial que as marcas assumam a responsabilidade por suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), reconhecendo o papel significativo que desempenham na crise climática global. Para enfrentar esse desafio, muitas empresas estão adotando compromissos ambiciosos para reduzir suas emissões de carbono e mitigar seu impacto no meio ambiente.

Dois conceitos-chave que têm ganhado destaque nesse contexto são o de carbono neutro e o de net zero. O carbono neutro refere-se ao estado em que uma empresa compensa todas as emissões de carbono que produz, seja reduzindo sua própria pegada de carbono ou investindo em projetos de compensação de carbono, como reflorestamento ou energia renovável. Algumas marcas líderes, como Google, Microsoft e IKEA, já alcançaram ou estão trabalhando ativamente para alcançar o status de carbono neutro.

Por outro lado, o conceito de net zero vai além da neutralidade de carbono, exigindo não apenas a compensação das emissões de carbono, mas também a redução ativa dessas emissões, visando alcançar um equilíbrio entre as emissões produzidas e as absorvidas ou removidas da atmosfera. Empresas como Apple, Walmart e Unilever estão entre aquelas que estabeleceram metas ambiciosas para se tornarem net zero em um futuro próximo, implementando estratégias abrangentes para reduzir suas emissões e investindo em tecnologias e práticas sustentáveis.

Quando abordamos a questão do carbono neutro, estamos focalizando principalmente as emissões diretas de carbono de uma entidade específica, seja uma empresa, uma cidade ou mesmo um indivíduo. Essas emissões são geralmente agrupadas no que é conhecido como “escopo 1”. Aqui, estamos lidando com as fontes de carbono que estão diretamente sob o controle e responsabilidade da entidade em questão, como a queima de combustíveis fósseis em instalações próprias ou veículos pertencentes à organização.

No entanto, quando ampliamos o horizonte para alcançar o objetivo de net zero, estamos indo além das fronteiras imediatas da entidade para considerar todas as emissões ao longo de sua cadeia de valor completa. Isso inclui não apenas as emissões diretas (escopo 1), mas também as indiretas associadas à eletricidade adquirida e ao calor consumido (escopo 2), e ainda mais importante, as emissões indiretas associadas à produção e transporte de bens e serviços consumidos pela entidade (escopo 3).

O escopo 3 abrange uma gama significativamente mais ampla de atividades e emissões do que os escopos 1 e 2. Inclui tudo, desde a extração de matérias-primas até o descarte final de produtos, passando pelo transporte, fabricação e uso de produtos ao longo de sua vida útil. Portanto, atingir net zero requer uma abordagem holística que leve em consideração não apenas as emissões diretas sob o controle direto da entidade, mas também as emissões associadas a toda a cadeia de suprimentos.

Em resumo, enquanto a neutralidade de carbono se concentra nas emissões diretas de uma entidade (escopo 1), a busca pela net zero exige uma análise e redução das emissões de carbono em toda a cadeia produtiva, abrangendo os escopos 1, 2 e 3. Essa distinção é crucial para uma ação eficaz na mitigação das mudanças climáticas e na transição para uma economia de baixo carbono.

Em um mundo onde a crise climática é uma realidade urgente, o compromisso das marcas com a redução das emissões de carbono é fundamental para criar um futuro mais sustentável para todos.

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